segunda-feira, junho 05, 2006

Infância

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Engraçado como a infância, vista com os viciados e talvez experientes olhos da vida adulta, parece ser um momento crucial da formação do caráter de uma pessoa, do seu "estilo" e modo de pensar dalí pra frente. Há uma impressão de que tudo que não é vivido de maneira que "é pra ser" - no mais estrito e primeiro significado da palavra normal- vai acarretar em graves consequências na maneira de agir e no modo de pensar do já formado adulto, e que um simples trauma vivido na infância vai reverberar em alguma consequência grave no futuro da vida adulta, seja em algum tipo de comportamento anti-social ou social demais, mas acima de tudo um distúrbio, algo que não era pra acontecer.

O enfrentamento do problema anos depois de ele ter sido criado parece que se torna necessário para afagar as feridas abertas na infância, talvez até indispensável no sentido de "curar" aquilo que não devia de acontecer. Isso quando há o que ser curado, pois pode acontecer do trauma ter forçado a busca por uma alternativa de comportamento, e esse novo tipo superar aquilo o dito normal que o trauma tratou de fazer não funcionar, e neste caso, talvez, não dá porque se confrontar a situação vivida na infância.



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O melhor de tudo é que as crianças, quando tais, nunca sabem dessa importância de estarem vivendo um período cruciais em suas vidas, pois se soubessem, e as vezes há alguns pais que o sabem por elas, tudo seria uma grande e monótona vida mecanizada, daquelas que logo quando se nasce já se tem certeza da data que se vai morrer.


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