quarta-feira, julho 09, 2008

Defesa do projeto

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O blog do Gjol publicou trechos de um texto que sai em defesa do projeto do senador Azeredo. O nome do texto se chama "Segurança e Liberdade na Internet brasileira", e é escrito pelo Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados, Fábio Luis Mendes.

Um pequeno trecho:

"O Projeto é importante e meritório. E está apenas tornando a legislação brasileira atualizada em termos do que existe na área nos diversos países, e, inclusive, converge com as disposições do principal tratado internacional sobre o assunto".

Para ler o artigo completo, clique aqui.

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A boa prática jornalística recomenda sempre ouvir "os dois lados"; por isso, parabéns ao pessoal do GJol por encontrar uma defesa deste "outro lado".


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terça-feira, julho 08, 2008

Resposta do Senador

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O Senador Azeredo resolveu responder a carta que o Marcelo Trasel mandou a todos os senadores.

A resposta, como era de se esperar, demonstra um senador (ou uma assessoria de senador) que não sabe o que realmente está fazendo.

A Raquel Recuero se deu ao trabalho de pegar os pontos da resposta e rebater com o que o projeto de lei realmente quer dizer.

O Pedro Dória comentou o assunto. E mais comentários à resposta do senador certamente virão, já que a votação do projeto no plenário do Senado Federal é amanhã. Se for aprovada, segue à Câmara dos Deputados, passa por algumas comissões e terá de ser votada também em plenário.

Esta entrevista com o pesquisador Pedro Antonio Dourado de Rezende, do Departamento de Ciência da Computação da UNB, esclarece os trâmites até aqui realizados para que esta proposta de substitutivo tenha até então sido "aprovada".

Uma excelente matéria do IDG now, do portal UOL, esclarece as diferenças entre o projeto do senador Azeredo e projetos semelhantes em outros países.

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Para assinar o manifesto contrário ao projeto do senador, entrar aqui.

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domingo, julho 06, 2008

Manifesto

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André Lemos e Sérgio Amadeu encabeçam o manifesto abaixo.


MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento.

O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural. A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana.

E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil. Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência.

Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.

Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!

Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"?

Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI.

Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.


André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de Negócios em Midias Sociais .

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Para assinar o manifesto, entrar aqui.

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sexta-feira, julho 04, 2008

Censura

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Há uma campanha circulando na blogosfera brasileira contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aquele que foi presidente do PSDB e que se envolveu nos esquemas do Valerioduto.

O projeto substitutivo do Senador Azeredo (Substitutivo ao PLS 76/2000, PLS 137/2000 e PLC 89/2003), em seu artigo Art. 154-B, diz o seguinte (os grifos são meus):

"Obter dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular, quando exigida.

Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem mantém consigo, transporta ou fornece dado ou informação obtida nas mesmas circunstâncias do "caput", ou desses se utiliza além do prazo definido ou autorizado.

§ 2º - Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros pela rede de computadores, dispositivos de comunicação ou sistema informatizado, ou em qualquer outro meio de divulgação em massa, a pena é aumentada de um terço."

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Perceberam o plano maligno do senador?

Se ainda não, há uma explicação melhor no blog do Sérgio Amadeu :

"O PROJETO DO SENADOR AZEREDO, NA VERDADE, ESTÁ VOLTADO PRINCIPALMENTE À DEFESA DA INDÚSTRIA DOS INTERMEDIÁRIOS. VISA FUNDAMENTALMENTE:

1- proibir o compartilhamento de arquivos via BitTorrent (... " transporta ou fornece dado ou informação obtida nas mesmas circunstâncias")

2- criminalizar o download, a cópia e o envio de vídeos no Youtube que não estejam com as licenças claramente definidas (..."Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros pela rede de computadores...a pena é aumentada de um terço")


3- quer impedir o transporte de músicas e arquivos MP3 em i-pod (... "nas mesmas penas incorre quem mantém consigo, transporta ou fornece dado")


4- definir como crime o arquivamento de filmes que passam na TV (pois a TV digital e o setup box são "os instrumentos de armazenamento de dados eletrônicos ou similares, os instrumentos de captura de dados")


5- tornar um ato criminoso o fato de copiar e scanear livros e papers para o seu computador, pen-drive, sem autorização do autor, mesmo que seja para uso próprio (..."sem autorização do legítimo titular")


6- incentivar a prisão de quem baixa games e aplicativos shareware e os utiliza além do prazo definido pelo vendedor (..."desses se utiliza além do prazo definido ou autorizado")

7- inibir e transformar em criminoso quem cede o sinal da TV a cabo de sua sala para o quarto do seu irmão ou vizinho ("...conversores de sinais de rádio ou televisão digital ou qualquer outro meio capaz de processar, armazenar, capturar ou transmitir dados utilizando-se de tecnologias magnéticas, óticas ou qualquer outra tecnologia eletrônica ou digital similar")

8- transformar milhares de blogueiros que baixam imagens disponíveis na web, com ou sem mudanças em Gimp ou outro software de desenho vetorial, em criminosos. Para Azeredo, quebrar a jenela de um carro para roubar um Toca-CD e copiar uma imagem no Flickr sem consultar o autor deve receber tratamento similar. ("...Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros pela rede de computadores...a pena é aumentada de um terço."


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Está bem claro que o projeto de lei do senador serve aos interesses da indústria de intermediação. E porque será ele resolveu entrar com este projeto?

E explicação oficial é a que o projeto visa coibir a pedofilia na rede (?).

O Nova Corja dá detalhes dos interesses de Azeredo:

"Conforme o repórter Rodrigo Oliveira descobriu na época em que Azeredo tentou aprovar seu primeiro projeto demente para a Internet, o senador mineiro recebeu dinheiro do Bradesco para sua campanha. Coincidentemente, o banco é proprietário da Scopus, uma empresa de autenticação de dados, das poucas capazes de implementar os sistemas exigidos para que os provedores de acesso identifiquem todo usuário a cada intercâmbio de dados via rede."

Marcelo Trasel, do Nova Corja, explica a gravidade da situação:

"O mais grave desse projeto é ser mais uma daquelas medidas dos parlamentares para retirar do Estado a responsabilidade por manter a lei e a ordem. A lógica é mais ou menos a seguinte: “nossa polícia e nosso Judiciário são incompetentes e lerdos demais para investigar crimes na Internet e prender os culpados, então vamos obrigar os provedores a reunir evidências de ilegalidades no lugar deles e repassar o custo para os trouxas que nos elegeram”. No fim das contas, é isso que propõe Eduardo Azeredo. É como se o governo obrigasse as empresas de ônibus a pedir identidade, CPF, comprovante de residência e foto 3×4 em TODAS as viagens, para o caso de algum passageiro cometer um assalto."


Dedicado que é, o senador ainda preparou uma apresentação em slides do seu projeto.

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O projeto obriga os provedores de acesso a manter os logs dos usuários e o seu rastro digital (cada site, blog, ou troca de arquivos pela web) por 3 anos. E os obriga a, também, informar de maneira sigilosa a autoridade denúncia que tenha tomado conhecimento.

Como explica o Sérgio Amadeu, "se a MPAA afirmar que existem inetrnautas fazendo P2P em sua rede, como deverá agir o provedor? Invadir a privacidade dos usuários e ver o que eles estão baixando em seus computadores OU entregar SIGILOSAMENTE para a Polícia uma listagem de milhares de suspeitos por dia. Que suspeitos? Os que usam as redes P2P".

Os provedores irão bloquear a prática do P2p - e eles podem fazer isso.

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Contra a aprovação destas série de leis um tanto absurdas no senado federal, alguns pesquisadores brasileiros iniciaram uma campanha via web; no blog do Sérgio Amadeu há uma série de selos da campanha, que já ganhou a adesão de diversos pesquisadores da área, como Adriana Amaral, Raquel Recuero, Fernanda Bruno, Marcelo Trasel, André Lemos, Sandra Montardo, Márcia Benneti, Henrique Antoun, dentre outros que provavelmente irão apoiar em breve.

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quarta-feira, julho 02, 2008

Blog em sala de aula

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Três boas iniciativas de uso do blog em sala de aula de jornalismo no Brasil.
A fonte é, para variar, o blog do GJol.




O Jornal Três é um blog mantido pelos alunos do 3º período de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, sob a supervisão da professora Kadydja Albuquerque. O blog é um espaço para que os alunos possam praticar e divulgar suas produções jornalísticas.


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O Descampado é uma extensa reportagem, usando o Wordpress como plataforma de publicação, fruto da disciplina Jornalismo Investigativo, que a Profa. Adriana Santana conduziu neste semestre na UFPE, 28 estudantes, em sua maioria do 3º período.

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Outra grande reportagem usando o Wordpress como plataforma de publicação é esta aqui, sobre uma vila de Salvador-BA, produzida por dois estudantes do 1º da UFBA, orientada pelo professor Marcos Palacios.

Palacios, aliás, diz que "O Wordpress enquanto plataforma, pode não ser uma Brastemp, mas sempre é melhor que amaldiçoar a escuridão..."

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terça-feira, julho 01, 2008

Datablog

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Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, reproduzida em notícia do portal Comunique-se, 12% dos entrevistados acreditam totalmente e 86% acreditam parcialmente nas informações que encontram em um blog.

72% dos entrevistados afirmaram que, por meio dos blogs, já obtiveram informações que ajudaram a formar uma opinião sobre uma marca ou serviço.

O estudo, realizado por e-mail com 1820 pessoas, aponta que 89% já acessaram algum blog pelo menos uma vez; a média de acessos diários é de uma para a maioria dos entrevistados, e de duas ou mais vezes, para 25%.

Quanto ao tempo de acesso, 60% afirmam que dedicam menos de uma hora a cada acesso e 34% gastam de uma a duas horas.

Entre os temas preferidos dos entrevistados estão curiosidades (18%), humor (15%), internet (10%), seguidos de notícias e tecnologia em geral (9% cada).

Apenas 9% dos entrevistados costumam acessar blogs internacionais.

Os sites de busca (48%) e recomendações de outras pessoas (30%) foram apontados como as formas mais citadas para se conhecer um blog novo.

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Não sei qual grau de confiabilidade dá para se ter com esta pesquisa, mas ela indica alguns números até interessantes; particularmente, me chamou atenção estes últimos números, que falam das formas mais citadas para se conhecer um blog novo. Os 30% de recomendações de outras pessoas indica que o boca a boca é sempre uma das maneiras mais eficientes de divulgação.

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quinta-feira, junho 12, 2008

Reportagem Multimídia

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Excelente reportagem multimídia produzida como TCC por alunos da Universidade Anhembi Morumbi, orientado pelo professor Fábio Cardoso.

Trata do comércio informal nos trens paulistas. Vale a visita pela profundidade que os alunos conseguiram dar ao tema e pelas boas soluções interativas que acharam para expor esse conteúdo.

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quarta-feira, maio 21, 2008

Futuro da blogosfera

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É difícil fazer prognósticos futuros exatos do que será da blogosfera.
Mas é nisso que as pessoas tem mais curiosidade, sejam os leigos ou mesmo aqueles que pesquisam com afinco o assunto. Inclusive, estes prognósticos permeiam as reflexões de muitos trabalhos científicos realizados nesta área, porque parte de nosso esforço de tentar compreender o fenômeno hoje é imaginar o futuro dele - mesmo que seja um futuro próximo, e mesmo que as maiores descobertas não sejam tão grandes descobertas para quem as acompanha de perto.
Tudo é um processo, diriam alguns intelectuais.

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O slide abaixo, que trata justamente do futuro da blogosfera, foi apresentado na V Jornada de Medios & blogs de Granada, realizado nos dias 15 e 16 de maio em Granada, Espanha. Quem os apresentou foram dois importantes pesquisadores espanhóis de blogs: Tiscar Lara, professora de jornalismo da Universidad Carlos III de Madrid, e Sergio Martinez Mahugo, professor de jornalismo digital e Diseño Periodístico da Universidad CEU de Elche.



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Mahugo compilou uma séria de pistas, também apresentadas no evento de Granada, sobre o que será o futuro dos blogs . Vale a leitura; alguma das pistas que adianto aqui são:

1) "La blogosfera seguirá creciendo porque se seguirán creando blogs, pero se blogueará menos y se abandonarán muchos más blogs de los que se crean

2)
El microblogging ganará terreno al blogging;

3) Sí o sí, pero se tiene que normalizar el uso de la blogosfera como fuente informativa o como sistema de alerta temprana de noticias para los periodistas ;

O resto vocês podem ver direto neste post do blog do Mahugo.

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segunda-feira, maio 12, 2008

Medindo sucesso de um blog

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Gabriela Zago fez um post sobre uma interessante forma de se medir o sucesso de um blog. Na verdade, ela traduziu o post "How do you measure a blog's success", do Online Journalism Blog, e executou a idéia sugerida pelo post.

A idéia do post é a seguinte (essa parte é tirada do blog do Gjol, que deu a notícia) :

É possível dizer que um weblog é popular por muitos motivos, como:

- tráfego (page views, visits, visitors);
- discussões (comentários, trackbacks, linkbacks);
- posição em sistemas de busca (page rank);
- leitores (assinantes do feed, presença em blogrolls) e
- reputação (algo um tanto mais subjetivo, baseado no que as pessoas pensam de um website, e nas qualificações da pessoa que escreve para ele).

Se você pegar todos esses dados e elaborar rankings baseados nesses diferentes tipos de informação, há grandes chances de que nem todos os blogs listados irão aparecer na exata mesma posição em cada um desses rankings."

O que fazer?

Visto que nenhum rank é perfeito, uma solução parcial é analisar como os websites se comportam quando se avaliam diferentes aspectos.

E, no final, podemos combinar os diversos resultados e produzir uma lista síntese:

A lista final foi calculada com base nos aspectos mencionados acima (Bloglines, Google Reader, PageRank, Alexa, Technorati, Google Results, Google Blogsearch Results).

Toda vez que a posição de um blog era #1 em um desses aspectos, ele ganhou 10 pontos. 9 pontos para posição #2, 8 pontos para #3, e assim por diante. O resultado é uma soma desses pontos. E sim, os blogs do Guardian e do Telegraph foram privilegiados, já que seus ranks no PageRank e no Alexa são calculados com base no site raiz.

O post de Gabriela pode ser visto aqui.

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segunda-feira, maio 05, 2008

Slides

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O blog do Gjol fez um interessante post indicando uma série de slides que Jeff Jarvis, professor de jornalismo da Cuny Graduate School of Journalism, produziu para as suas aulas.

Um trecho do texto de apresentação dos slides, sob tradução do GJol:

(...) estamos ensinando as ferramentas de todas as mídias para todos os estudantes e exigindo que eles componham narrativas nas várias linguagens durante o tempo que estão lá (...) Ao mesmo tempo estamos trabalhando em planos para a derrubada das paredes entre os espaços de prática das diferentes mídias - impresso, broadcast, interativa - sem deixar de preparar os estudantes para trabalhos especializados.

Vale uma conferida nos slides, aqui abaixo.

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quinta-feira, maio 01, 2008

Blogueiro-repórter

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O Interney, talvez a mais conhecida rede de blog brasileira, lançou uma interessante proposta chamada "Blogueiro-repórter".

Vai funcionar da seguinte maneira: blogueiros, jornalistas ou não, terão de fazer um post especial para a iniciativa contendo uma fonte (no sentido jornalístico da palavra) e conter algum tipo de apuração (no sentido jornalístico da palavra.

Os posts deverão ser mandados até o dia 12 de maio, uma segunda-feira. Não vale usar material pronto da mídia tradicional ou de outros blogs como fonte.

Alguns dos posts que vão participar da iniciativa também serão publicados em uma revista a ser criada estritamente com este propósito. O nome dela, provisório ainda, é Vox Blog.

Mais informações aqui.

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sexta-feira, abril 18, 2008

Jornalistas X Blogueiros

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"Vale a pena assistir a essa entrevista com Brian Stelter, que saiu no LostRemote. Stelter tinha um blog “independente”, o TV Newser, até junho de 2007. Largou tudo para ser repórter de TV do The New York Times. Alguns meses depois foi convidado a ter um blog no jornal. Hoje é editor do TV Decoder, um dos melhores blogs de TV do NYT e da rede. Stelter foi um dos primeiros a fazer a ponte entre novas e velhas mídias. "

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terça-feira, abril 08, 2008

Monografia

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Como o prometido aqui, no início do mês passado, abaixo vai o link para baixar minha monografia, "Os weblogs como elementos propulsores do alargamento do campo jornalístico".

http://rapidshare.com/files/158089846/Monografia_Completa.pdf.html

Como falei antes, o texto não tem nada demais para quem já estuda weblogs, mas até que faz uma compilação interessante sobre o assunto, principalmente da relação do jornalismo com a blogosfera. E sempre é bom compartilhar o conhecimento, facilita na busca de alguém que eventualmente tenha interesse no assunto.

O resumo é esse aqui:

Este trabalho apresenta os weblogs e alguns dos questionamentos que eles provocam no campo jornalístico. Para isso, inicialmente faz uma revisão histórica e conceitual do que vem a ser um weblog e apresenta as suas características e subdivisões principais. Após, relaciona os weblogs com o jornalismo, trazendo as primeiras discussões e algumas conclusões acerca dessa relação. Por fim, explica como se dá a aproximação da blogosfera com o campo jornalístico e apresenta as diretrizes de alargamento do campo ocasionadas por essa aproximação.

A conclusão que se chega é de que as diretrizes de alargamento propostas pela blogosfera levam o campo jornalístico em direção a um jornalismo mais articulado, que vem a ser chamado de ‘jornalismo sistema’.

O objetivo deste trabalho é sistematizar elementos decorrentes da aproximação entre o campo jornalístico e a blogosfera para, a seguir, apresentar algumas diretrizes de alargamento do campo propostas por esses mesmos efeitos.

O trabalho está dividido em quatro capítulos: os Weblogs, Weblogs e Jornalismo, Blogosfera e Campo jornalístico: Aproximação e Conseqüências e Considerações Finais.

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segunda-feira, março 31, 2008

Números

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Uma interessante notícia da blogosfera brasileira saiu por estes dias no Idg Now, um site de notícias do mundo da tecnologia digital (slogan: "Tecnologia em primeiro lugar"):

Blogs tem 10 milhões de leitores no Brasil

O número de usuários brasileiros que lêem blogs atingiu 10 milhões de pessoas em fevereiro de 2008, segundo dados do Ibope/NetRatings, o que representa 45,5% dos internautas ativos. Em dezembro do ano passado, eram 9,6 mihões de brasileiros que acessavam blogs.

As ferramentas Wordpress e Blogger são as que concentram mais leitores. Juntas, têm 7,7 milhões de usuários únicos mensais. Um ano antes, eram 3 milhões. O Brasil e a Espanha têm o maior índice de usuários dessas duas ferramentas.

"Cerca de 65% dos leitores de blogs chegam a essas páginas a partir de buscas no Google, o que indica que os blogs anônimos são dependentes dos buscadores. Em geral, são pessoas bastante jovens, na faixa de 12 a 24 anos", explica José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings.

Por outro lado, a maior parte da audiência dos blogs famosos é transferida da capa dos portais que os abrigam. Blogs de jornalistas conhecidos atraem público mais velho, a partir de 35 anos. "Os jovens utilizam e comparam mais fontes. Eles também selecionam e filtram mais informações obtidas em fontes amadoras."

O relatório do Ibope/NetRatings mostrou também que 80% do total de internautas residenciais ativos navegam mensalmente por meio de conexões rápidas. Entre leitores de blogs, esse índice chega, em algumas ferramentas, a 91%.

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Algumas Referências (2)

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Continuando a série de referências, aqui vai uma boa dica: a revista da Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicaión Social (FELAFACS) - Diálogos de la comuncación - tem a sua atual edição inteiramente dedicada aos weblogs.

O sumário é esse aqui:

Los blogs en la comunicación empresarial
Dra. Amaia Arribas Urrutia (México)


Os blogs no ensino do jornalismo:
Relatos e reflexões a partir de experiências pedagógicas
Beatriz Ribas / Marcos Palacios (Brasil)

Periodistas iberoamericanos con voz en la blogosfera

Bella Palomo (España)

En busca del sujeto extraviado. Reflexiones en torno al estudio de blogs

Dorismilda Flores Márquez (México)

Blogósfera en Rusia

Elena Igorevna Dityatkina (Rusia)

Perfil del blogger hispano. III Encuesta a Bloggers

Fernando Garrido y Tíscar Lara (España)

Los blogs no amenazan al periodismo

Gerardo Albarrán de Alba (México)

Os Blogs e a Comunicação no mercado digital e virtual

Helaine Abreu Rosa (Brasil)

Reflexiones sobre la pecera mediática

Jerónimo León Rivera Betancur (México)

La percepción mediática de los blogs: del miedo al intrusismo al intrusismo de los medios

Dr. José Manuel Noguera Vivo (España)

La angustia estilizada. El blog como actuación interpersonal

Luis Sandoval (Argentina)


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Dá para ler os artigos na íntegra nos links de cada um dos textos.

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terça-feira, março 25, 2008

Anos Incríveis

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"Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".


(Kevin Arnold, no episódio "Coda")


Sabedoria da melhor série que os americanos já produziram.



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terça-feira, março 18, 2008

Outro documentário

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Saiu outro documentário sobre blogs, confirmando que entender os weblogs é mesmo a bola da vez.

Desta vez, o vídeo foi produzido por Manuel Campo Vida e tem aproximadamente 22 minutos. Tem diversas entrevistas com pesquisadores que são referência no assunto, o que faz o documentário ser bem recomendável.

Ele pode ser visto aqui.

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segunda-feira, março 17, 2008

Algumas referências

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Como era de esperar, ando lendo alguma (muita) coisa de blog para fazer a dissertação. Por sorte, muita coisa vem sendo publicada sobre o assunto nos últimos tempos.

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No Brasil, está para sair ainda neste primeiro semestre o primeiro livro sobre blogs, organizado pelas pesquisadoras Raquel Recuero (UCPEL), Sandra Montardo (Feevale) e Adriana Amaral (UTP). Aliás, livro este que terá um texto meu tratando da relação entre a blogosfera e o campo jornalístico, um dos alguns artigos que espremi de minha monografia, "Os weblogs como elementos propulsores do alargamento do campo jornalístico", defendida em fevereiro do ano passado.

Como a monografia ainda não está disponível na rede, vou ver se em um curto prazo dou um jeito de disponibilizá-la aqui. O texto não tem nada demais para quem já estuda weblogs, mas até que faz uma compilação interessante sobre o assunto, principalmente da relação do jornalismo com a blogosfera. Vai que alguém tenha interesse.

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Mas comecei esse post com a intenção de dar alguma referência do que ando lendo sobre o assunto, então vai lá.

"Bitácoras: La consolidación de la voz del ciudadano", de 2007.

Ótimo livro de Xosé Lopez García e M. Otero López, ambos professores da Universidade de Santiago de Compostela - não estranhem a língua da página: é o galego, mais conhecido como o "português" do norte", como se fosse um portunhol estranhamente recheado de "x".
O livro tem o mérito de ir mais à fundo no estudo dos weblogs do que a maioria dos seus pares, e traz ótimas idéias a respeito de "La Realidad de un periodismo cambiante", título do primeiro capítulo.

Para quem procura uma definição de blog, interessante também é o quadro (pág. 60-61) com 13 conceitos de blog encontrados em pesquisas, livros e sites da internet. Como o livro é do ano passado, os conceitos e as referências estão fresquinhas ainda.

Quem se interessar pelo livro pode comprá-lo aqui ou aqui. Ou, então, pode entrar em contato comigo. Posso dar um jeito de consegui-lo de forma mais barata.
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sexta-feira, março 14, 2008

De volta com os blogs

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Saiu recentemente um interessane trabalho sobre blogs e jornalismo: o documentário multimídia Blogs e Jornalismo. Produzido pelo argentino Alvaro Liuzzi, o vídeo contém 11 entrevistas com jornalistas e especialistas em meios sociais na internet. Segundo informações do autor, o documentário é multimídia porque existe a possibilidade de vê-lo de forma não linear.

Alvaro criou um blog especialmente para publicação do vídeo, onde ele pode ser visto.

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quinta-feira, março 13, 2008

Erro

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Só um erro de escolha de blog na hora d epostar um video do Youtube para provocar um post por aqui mesmo...

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