"Vale a pena assistir a essa entrevista com Brian Stelter, que saiu no LostRemote. Stelter tinha um blog “independente”, o TV Newser, até junho de 2007. Largou tudo para ser repórter de TV do The New York Times. Alguns meses depois foi convidado a ter um blog no jornal. Hoje é editor do TV Decoder, um dos melhores blogs de TV do NYT e da rede. Stelter foi um dos primeiros a fazer a ponte entre novas e velhas mídias. "
sexta-feira, abril 18, 2008
Jornalistas X Blogueiros
terça-feira, abril 08, 2008
Monografia
http://rapidshare.com/files/158089846/Monografia_Completa.pdf.html
Como falei antes, o texto não tem nada demais para quem já estuda weblogs, mas até que faz uma compilação interessante sobre o assunto, principalmente da relação do jornalismo com a blogosfera. E sempre é bom compartilhar o conhecimento, facilita na busca de alguém que eventualmente tenha interesse no assunto.
O resumo é esse aqui:
Este trabalho apresenta os weblogs e alguns dos questionamentos que eles provocam no campo jornalístico. Para isso, inicialmente faz uma revisão histórica e conceitual do que vem a ser um weblog e apresenta as suas características e subdivisões principais. Após, relaciona os weblogs com o jornalismo, trazendo as primeiras discussões e algumas conclusões acerca dessa relação. Por fim, explica como se dá a aproximação da blogosfera com o campo jornalístico e apresenta as diretrizes de alargamento do campo ocasionadas por essa aproximação.
A conclusão que se chega é de que as diretrizes de alargamento propostas pela blogosfera levam o campo jornalístico em direção a um jornalismo mais articulado, que vem a ser chamado de ‘jornalismo sistema’.
O objetivo deste trabalho é sistematizar elementos decorrentes da aproximação entre o campo jornalístico e a blogosfera para, a seguir, apresentar algumas diretrizes de alargamento do campo propostas por esses mesmos efeitos.
O trabalho está dividido em quatro capítulos: os Weblogs, Weblogs e Jornalismo, Blogosfera e Campo jornalístico: Aproximação e Conseqüências e Considerações Finais.
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segunda-feira, março 31, 2008
Números
Blogs tem 10 milhões de leitores no Brasil
O número de usuários brasileiros que lêem blogs atingiu 10 milhões de pessoas em fevereiro de 2008, segundo dados do Ibope/NetRatings, o que representa 45,5% dos internautas ativos. Em dezembro do ano passado, eram 9,6 mihões de brasileiros que acessavam blogs.
As ferramentas Wordpress e Blogger são as que concentram mais leitores. Juntas, têm 7,7 milhões de usuários únicos mensais. Um ano antes, eram 3 milhões. O Brasil e a Espanha têm o maior índice de usuários dessas duas ferramentas.
"Cerca de 65% dos leitores de blogs chegam a essas páginas a partir de buscas no Google, o que indica que os blogs anônimos são dependentes dos buscadores. Em geral, são pessoas bastante jovens, na faixa de 12 a 24 anos", explica José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings.
O relatório do Ibope/NetRatings mostrou também que 80% do total de internautas residenciais ativos navegam mensalmente por meio de conexões rápidas. Entre leitores de blogs, esse índice chega, em algumas ferramentas, a 91%.
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Algumas Referências (2)

Continuando a série de referências, aqui vai uma boa dica: a revista da Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicaión Social (FELAFACS) - Diálogos de la comuncación - tem a sua atual edição inteiramente dedicada aos weblogs.
O sumário é esse aqui:
Los blogs en la comunicación empresarial
Dra. Amaia Arribas Urrutia (México)
Os blogs no ensino do jornalismo:
Relatos e reflexões a partir de experiências pedagógicas
Beatriz Ribas / Marcos Palacios (Brasil)
Periodistas iberoamericanos con voz en la blogosfera
Bella Palomo (España)
En busca del sujeto extraviado. Reflexiones en torno al estudio de blogs
Dorismilda Flores Márquez (México)
Blogósfera en Rusia
Elena Igorevna Dityatkina (Rusia)
Perfil del blogger hispano. III Encuesta a Bloggers
Fernando Garrido y Tíscar Lara (España)
Los blogs no amenazan al periodismo
Gerardo Albarrán de Alba (México)
Os Blogs e a Comunicação no mercado digital e virtual
Helaine Abreu Rosa (Brasil)
Reflexiones sobre la pecera mediática
Jerónimo León Rivera Betancur (México)
La percepción mediática de los blogs: del miedo al intrusismo al intrusismo de los medios
Dr. José Manuel Noguera Vivo (España)
La angustia estilizada. El blog como actuación interpersonal
Luis Sandoval (Argentina)
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Dá para ler os artigos na íntegra nos links de cada um dos textos.
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terça-feira, março 25, 2008
Anos Incríveis

"Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".
Sabedoria da melhor série que os americanos já produziram.
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terça-feira, março 18, 2008
Outro documentário
Desta vez, o vídeo foi produzido por Manuel Campo Vida e tem aproximadamente 22 minutos. Tem diversas entrevistas com pesquisadores que são referência no assunto, o que faz o documentário ser bem recomendável.
Ele pode ser visto aqui.
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segunda-feira, março 17, 2008
Algumas referências
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No Brasil, está para sair ainda neste primeiro semestre o primeiro livro sobre blogs, organizado pelas pesquisadoras Raquel Recuero (UCPEL), Sandra Montardo (Feevale) e Adriana Amaral (UTP). Aliás, livro este que terá um texto meu tratando da relação entre a blogosfera e o campo jornalístico, um dos alguns artigos que espremi de minha monografia, "Os weblogs como elementos propulsores do alargamento do campo jornalístico", defendida em fevereiro do ano passado.
Como a monografia ainda não está disponível na rede, vou ver se em um curto prazo dou um jeito de disponibilizá-la aqui. O texto não tem nada demais para quem já estuda weblogs, mas até que faz uma compilação interessante sobre o assunto, principalmente da relação do jornalismo com a blogosfera. Vai que alguém tenha interesse.
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Mas comecei esse post com a intenção de dar alguma referência do que ando lendo sobre o assunto, então vai lá.
"Bitácoras: La consolidación de la voz del ciudadano", de 2007.
Ótimo livro de Xosé Lopez García e M. Otero López, ambos professores da Universidade de Santiago de Compostela - não estranhem a língua da página: é o galego, mais conhecido como o "português" do norte", como se fosse um portunhol estranhamente recheado de "x".
O livro tem o mérito de ir mais à fundo no estudo dos weblogs do que a maioria dos seus pares, e traz ótimas idéias a respeito de "La Realidad de un periodismo cambiante", título do primeiro capítulo.
Para quem procura uma definição de blog, interessante também é o quadro (pág. 60-61) com 13 conceitos de blog encontrados em pesquisas, livros e sites da internet. Como o livro é do ano passado, os conceitos e as referências estão fresquinhas ainda.
Quem se interessar pelo livro pode comprá-lo aqui ou aqui. Ou, então, pode entrar em contato comigo. Posso dar um jeito de consegui-lo de forma mais barata.
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sexta-feira, março 14, 2008
De volta com os blogs
Alvaro criou um blog especialmente para publicação do vídeo, onde ele pode ser visto.
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quinta-feira, março 13, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
Brevidade, de novo
"Una mujer está sentada sola en sua casa. Sabe que no hay nadie más en el mundo: todos os otros seres han muerto.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Brevidade
"Com frequência escuto elogiar a brevidade e, provisoriamente, eu mesmo me sinto feliz quando ouço repetir que o bom, se breve, é duas vezes bom."
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
Conto
Por isso, resolvi postar aqui um conto que li no "Os cem melhores contos brasileiros do século", editado pela editora Objetiva e organizado pelo Ítalo Morriconi. É uma jóia rara do Luis Fernando Veríssimo, dos melhores que li na coletânea até agora. Leitura fácil, curta, mas nem menos genial por isso.
Conto de verão nº2: Bandeira Branca
Ele: tirolês. Ela: odalisca; Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de um jeito ou de outro. Em vez de dançarem, pularem e entrarem no cordão, resistiram a todos os apelos desesperados das mães e ficaram sentados no chão, fazendo um montinho de confete, serpentina e poeira, até serem arrastados para casa, sob ameaças de jamais serem levados a outro baile de Carnaval.
Encontraram-se de novo no baile infantil do clube, no ano seguinte. Ele com o mesmo tirolês, agora apertado nos fundilhos, ela de egípcia. Tentaram recomeçar o montinho, mas dessa vez as mães reagiram e os dois foram obrigados a dançar, pular e entrar no cordão, sob ameaça de levarem uns tapas. Passaram o tempo todo de mãos dadas.Só no terceiro Carnaval se falaram.- Como é teu nome?
- Janice. E o teu?
- Píndaro.
- O quê?!
- Píndaro.
- Que nome!
Ele de legionário romano, ela de índia americana.
Só no sétimo baile (pirata, chinesa) desvendaram o mistério de só se encontrarem no Carnaval e nunca se encontrarem no clube, no resto do ano. Ela morava no interior, vinha visitar uma tia no Carnaval, a tia é que era sócia.
- Ah.
Foi o ano em que ele preferiu ficar com a sua turma tentando encher a boca das meninas de confete, e ela ficou na mesa, brigando com a mãe, se recusando a brincar, o queixo enterrado na gola alta do vestido de imperadora. Mas quase no fim do baile, na hora do Bandeira Branca, ele veio e a puxou pelo braço, e os dois foram para o meio do salão, abraçados. E, quando se despediram, ela o beijou na face, disse -Até o Carnaval que vem- e saiu correndo.
No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro e bailarina espanhola. Formavam um casal! Beijaram-se muito, quando as mães não estavam olhando. Até na boca. Na hora da despedida, ele pediu:
- Me dá alguma coisa.
- O quê?
- Qualquer coisa.
- O leque. O leque da bailarina.
Ela diria para a mãe que o tinha perdido no salão.
Divisor Horizontal Clássico
No ano seguinte, ela não apareceu no baile. Ele ficou o tempo todo à procura, um havaiano desconsolado. Não sabia nem como perguntar por ela. Não conhecia a tal tia. Passara um ano inteiro pensando nela, às vezes tirando o leque do seu esconderijo para cheirá-lo, antegozando o momento de encontrá-la outra vez no baile. E ela não apareceu. Marcelão, o mau elemento da sua turma, tinha levado gim para misturar com o guaraná. Ele bebeu demais. Teve que ser carregado para casa. Acordou na sua cama sem lençol, que estava sendo lavado. O que acontecera?
- Você vomitou a alma - disse a mãe.
Era exatamente como se sentia. Como alguém que vomitara a alma e nunca a teria de volta. Nunca. Nem o leque tinha mais o cheiro dela.
Mas, no ano seguinte, ele foi ao baile dos adultos no clube - e lá estava ela! Quinze anos. Uma moça. Peitos, tudo. Uma fantasia indefinida.
- Sei lá. Bávara tropical - disse ela, rindo.
Estava diferente. Não era só o corpo. Menos tímida, o riso mais alto. Contou que faltara no ano anterior porque a avó morrera, logo no Carnaval.
- E aquela bailarina espanhola? - Nem me fala. E o toureiro? - Aposentado.
A fantasia dele era de nada. Camisa florida, bermuda, finalmente um brasileiro. Ela estava com um grupo. Primos, amigos dos primos. Todos vagamente bávaros. Quando ela o apresentou ao grupo, alguém disse -Píndaro?!- e todos caíram na risada. Ele viu que ela estava rindo também. Deu uma desculpa e afastou-se. Foi procurar o Marcelão. O Marcelão anunciara que levaria várias garrafas presas nas pernas, escondidas sob as calças da fantasia de sultão. O Marcelão tinha o que ele precisava para encher o buraco deixado pela alma. Quinze anos, pensou ele, e já estou perdendo todas as ilusões da vida, começando pelo Carnaval. Não devo chegar aos 30, pelo menos não inteiro. Passou todo o baile encostado numa coluna adornada, bebendo o guaraná clandestino do Marcelão, vendo ela passar abraçada com uma sucessão de primos e amigos de primos, principalmente um halterofilista, certamente burro, talvez até criminoso, que reduzira sua fantasia a um par de calças curtas de couro. Pensou em dizer alguma coisa, mas só o que lhe ocorreu dizer foi -pelo menos o meu tirolês era autêntico- e desistiu. Mas, quando a banda começou a tocar Bandeira Branca e ele se dirigiu para a saída, tonto e amargurado, sentiu que alguém o pegava pela mão, virou-se e era ela. Era ela, meu Deus, puxando-o para o salão. Ela enlaçando-o com os dois braços para dançarem assim, ela dizendo -não vale, você cresceu mais do que eu- e encostando a cabeça no seu ombro. Ela encostando a cabeça no seu ombro.
Divisor Horizontal Clássico
Encontraram-se de novo 15 anos depois. Aliás, neste Carnaval. Por acaso, num aeroporto. Ela desembarcando, a caminho do interior, para visitar a mãe. Ele embarcando para encontrar os filhos no Rio. Ela disse -quase não reconheci você sem fantasias-. Ele custou a reconhecê-la. Ela estava gorda, nunca a reconheceria, muito menos de bailarina espanhola. A última coisa que ele lhe dissera fora -preciso te dizer uma coisa-, e ela dissera -no Carnaval que vem, no Carnaval que vem- e no Carnaval seguinte ela não aparecera, ela nunca mais aparecera. Explicou que o pai tinha sido transferido para outro estado, sabe como é, Banco do Brasil, e como ela não tinha o endereço dele, como não sabia nem o sobrenome dele e, mesmo, não teria onde tomar nota na fantasia de falsa bávara-
- O que você ia me dizer, no outro Carnaval? - perguntou ela. - Esqueci - mentiu ele.
Trocaram informações. Os dois casaram, mas ele já se separou. Os filhos dele moram no Rio, com a mãe. Ela, o marido e a filha moram em Curitiba, o marido também é do Banco do Brasil- E a todas essas ele pensando: digo ou não digo que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, Bandeira Branca, a cabeça dela no meu ombro, e que todo o resto da minha vida será apenas o resto da minha vida? E ela pensando: como é mesmo o nome dele? Péricles. Será Péricles? Ele: digo ou não digo que não cheguei mesmo inteiro aos 30, e que ainda tenho o leque? Ela: Petrarco. Pôncio. Ptolomeu.
..quinta-feira, dezembro 20, 2007
Muita coisa
Um trecho de "Comédias para ler na Escola", do Luis Fernando Veríssimo, que diz muito sobre muita coisa:
“Esta idéia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de te-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha.”
[..]
"Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. As idéias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias idéias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo é deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha."
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segunda-feira, dezembro 17, 2007
E as famosas notícias do Terra
"Uma criança de 11 anos sobreviveu depois de ter pulado de um trem em movimento, que andava a 120km/, na Alemanha. Segundo alguns passageiros, antes de pular, a menina perguntou se o trem parava na sua cidade. Eles disseram que não, ela abriu a porta e saltou para fora do trem."
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Estou de férias. Aos poucos, voltarei ao trabalho eventual de atualização decente do blog.
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segunda-feira, dezembro 03, 2007
"Whatta hell is blog?"
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Blog premiado
O prêmio Vladimir Herzog, um dos principais do jornalismo brasileiro, em sua edição 2007 elegeu como vencedor da categoria internet o blog PEbodycount.
Vale a visita.
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Quinze dias sem postar aqui. Final de semestre complica pra quem não se organiza...
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quarta-feira, novembro 14, 2007
moradia
Vista da sacada do mesmo apartamento, só que para o outro lado. Foto tirada por meu colega de apartamento, Taschetto.
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quinta-feira, novembro 08, 2007
Pelo direito dos blogueiros

"estender aos blogueiros certos direitos reservados a profissionais da mídia e criar um "carnet de blog", similar a um "carnet de presse", ou seja uma "carteira de blogueiro", que contemplaria seu portador(a) com direitos inerentes à profissão jornalística."
O NP criou uma logomarca (a que abre esse post) e quem se solidariza com a idéia está sendo convidado a colocá-la em seu blog.
Foi também criado um site para o grupo expor suas idéias, que tem como lema "Pour aller lá où la presse non va pas" - Para ir lá onde a imprensa não vai".
Alguma das propostas:
_ Livre acesso a certos lugares, notadamente culturais, para garantir uma liberdade de expressão completa e não truncada.
_ A possibilidade de realizar reportagens (mesmo fotográficas) livremente, da mesma maneira que os jornalistas.
_ E por que não a dedução de certos impostos incidentes sobre serviços oferecidos na Internet, ligados à manutenção de blogs?
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Alguns comentários rapidamente vieram à tona na blogosfera. O Pointblog, da França, ironizou:
"Parece uma pegadinha de Primeiro de Abril (...) um site anônimo que propõe dotar os blogueiros de uma "carte de blog". Eu não sei se os blogueiros que poderão solicitar a "carte" são os blogueiros publicitários, os eleitos pelos blogueiros, os homens políticos blogueiros, ou os blogueiros jornalistas, a menos que isso diga respeito também aos blogs de Histórias em Quadrinhos, ou talvez aos blogs sobre Culinária, aos advogados blogueiros, ou àqueles vivendo de salário desemprego, sem nos esquecermos dos blogueiros músicos amadores, das viúvas blogueiras e dos blogueros amasiados?"
O Periodismo Ciudadano, espanhol, tratou de relatar somente, eximindo-se de dar opinião:
"(...) La polémica sobre la función de los bloggers como periodistas sigue viva. Y lo seguirá mientras el periodismo ciudadano tenga defensores pero también detractores."
Outro blog brasileiro, como o Falando na Lata, noticiou o caso, dando ao fim do post uma cutucadinha na coisa para ver no que vai dar:
"Bom, espero que não passe de uma brincadeira, mas é interessante pensar nestas questões, vai que o assunto fique sério…"
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Desconsiderando a bagunça epistemológica que uma atitude polêmica dessas provoca, ela mostra que os blogueiros estão se organizando na busca de alguma coisa que pode vir a ser interessante. Ou um jornalismo amador - como disse certa vez Lasica quando queria se referir ao que os blogueiros estavam fazendo - ou novo tipo de coisa que não será mais jornalismo.
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sexta-feira, outubro 26, 2007
Dicas informais para aspirantes a blogueiros
São coisas simples, mas acho interessante postar aqui algumas impressões sobre o assunto de gente que não está ligado a Academia, assim como fiz no post sobre o Ricardo Noblat.
Olhem aí abaixo as dicas:
Um blog pode ser individual ou coletivo. Pode ser autônomo ou pode estar ligado a um grupo. Pode ser de humor, de política, de moda, tanto faz. Para o leitor o blog é só um endereço na barra do browser,o conteúdo que ele expõe e seus leitores, ou seja, a cabeça (o dono, a marca ), tronco (conteudo, layout) e membros (participantes e frequentadores).
A cabeça tem que ser clara. Você tem que saber o nome do blog, o endereço de cor, tem que acessá-lo sem problemas. Deve estar hospedado em algum lugar que não caia, não saia do ar, tenha divulgação. E a sua cabeça tem que ser clara. Você tem que ter uma linha, um estilo, um jeito seu. Sua cabeça é também a cabeça do blog.
O tronco tem que ser consumível. Layout minimamente palatável, posts visíveis e compreensíveis, textos interessantes, conteúdo exclusivo. A freqüencia de publicação, a velocidade, são características do tronco.
E os membros, os seres humanos que fazem e frequentam o blog.
Esses componentes geram os valores de um blog, subjetivos e objetivos.
Os subjetivos são: autoridade, credibilidade e prestigio.
Os objetivos são os números. Posição no ranking, número de visitantes e outras medidas.
Há blogs que vivem de sua autoridade e por isso tem um valor. Autoridade é quando o blog/blogueiro é especializado e entende do tema. Tem gente que entende muito de uma determinada área e vira referência. Tem gente que não entende muito mas finge que entende e com ajuda da mídia também vira autoridade perante os que sabem menos (embora sejam desprezados pelos que sabem mais). Se você entende muito de alguma coisa, mecânica, política, culinária, macramé, faça um blog sobre o assunto, estude, aprofunde-se e vire uma autoridade. Nem que seja para ser como os blogueiros-celebridades, que só entendem de si mesmo. Tudo bem, porque tem mercado pra consumir. É um tema.
A credibilidade pode vir junto ou não com a autoridade. A credibilidade vem mais da pessoa, do blogueiro. De sua conduta, carreira, coerência. Ninguém é unânime, mas ter credibilidade dá valor a um blog. Seja verdadeiro, sincero, correto e seu blog terá valor.
O prestígio depende de relacionamento. Tem gente que já nasce com sobrenome de prestígio, relações familiares de prestígio, riquezas prestigiadas. Há blogueiros que não são autoridades em um assunto, não tem tanta credibilidade assim, não estão bem posicionados no ranking mas tem muito prestígio junto a pessoas que mandam na mídia. Ganham dinheiro, divulgação, prêmios. Mas não é pra quem quer e sim pra quem pode. Prestígio pode ser herdado ou conquistado. Pode vir dos colégios onde você estudou, das famílias que frequentou, dos empregos. Mas sempre vem com relacionamentos. Blogueiro isolado tem muito mais dificuldade pra conquistar prestígio.
Os valores objetivos são quase sempre numéricos. Posição no ranking technorati, número de visitas, poder de exposição na mídia, além dos subjetivos. Em geral, os blogs mais visitados são os que fazem humor, não tem comentários abertos, usam pseudônimos, gongam pessoas com nicks, etc. Ou são blogs de tecnologia, que oferecem serviços gratuitos, dão dicas para construção de blogs, oferecem templates e resolvem os problemas.
Basicamente os leitores querem 3 coisas: orientação, informação, diversão.
Quem oferece um, dois ou três dos quesitos, com autoridade e credibilidade acaba tendo blogs de valor, inclusive, valor de mercado.
Se você está pensando em investir no seu blog, pondere tudo isso. Não é preciso concordar. Discuta, pense, reflita, construa outras teses. Mas sempre há um caminho para tudo. Tem publico para tudo. Seu blog pode não virar o maior sucesso do mundo mas vai encontrar seu espaço.
Uma recomendação faz-se necessária: não encha o saco dos outros avisando o tempo todo que seu blog existe, que você colocou outro post, etc. É chato. É 'pushy'. Um shopping center é um shopping center, não é um selling center. A pessoa é que vai comprar, não é o vendedor que fica vendendo. Você faz compras como quem navega. Você procura, vê, entra, sai, até escolher e comprar. Vendedor na porta puxando a pessoa pra dentro é de quinta. Ficar mandando avisos sobre seu blog também.
De resto, é só o óbvio mesmo. Mantenha o blog limpo, conheça seus leitores, seus concorrentes, seus seguidores, seus ídolos. Olhe para cima, para baixo, para os lados. O espaço é virtual mas é volumétrico, tem de tudo em todo lugar, em volta de você.
Observe o mundo e descreva-o. Fale de si e dos outros. Viaje do micro ao macro. Voe, liberte-se, confesse-se quando quiser. Caia e levante publicamente, mas tomando o cuidado de não arrastar ninguém com suas quedas.
Mesmo que eu não tenha prestigio, nem autoridade para determinar como você deve ou não fazer blog, tenho uma parcela de credibilidade, porque faço o mesmo blog há anos, cuido dele e me relaciono com você. E, confesso, que diante de outros blogs de nomes sacados, já fiquei quase envergonhada do jeito mamãezinha do título do meu 'querido leitor'. Mas eu gosto. Porque é verdadeiro. Não tem blog sem leitor. O leitor é que faz o blog ser o que é. Portanto, o leitor é essencial. E o querido, bem, se a gente não gosta de quem gosta e prestigia a gente, vai gostar de quem?
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domingo, outubro 21, 2007
Geradores de textos falsos
São inúmeros os existentes na web, de geradores de novelas de Manoel Carlos à livros de Jorge Amado - aqui, uma cena da novela manoelcarliana que "escrevi", "Helena, a lobotomizada".
Dêem um a olhada no post do blog/site do professor Alex Primo, do programa de pós-graduação em Comunicação e Informação da UFRGS, o post interessante sobre algo que não tem relação com o jornalismo digital que citei no início.
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