Para completar a circulação do vídeo, registro de algumas "aventuras" de trem por aí.
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Agora tratando de jornalismo digital e blogs.
Van Morrison was 23 years in 1968, year of Astral Weeks released. He was on this solo career (after the finish of his blues/rock band, Then) and also was composed one of your hits, “Brow Eyed Girl”, a year before, with more 12 songs that released in the first album solo, “Blowin‘ your mind”. But Van it was confused, probably because of the first thing that a man stay depressed: problems with lovely’s woman. And was this confused who inspired Van released the 8 songs of “Astral Weeks” in just 3 days.
Maybe more than a simple record, “Astral” is like a therapy, a travel to open’s hurts of someone. It seem Van, in front of a mirror that show all of your pains, is crying for to find a exit; how he don’t receive answers, he decides comes in own mirror. There, Van stays surprised: there aren’t cure for your hurts nor explains for your doubts, even he cries until your death. The report of this melancholic travel in your own mirror, and the redemption for recognize your pain, are the 8 songs of “Astral Weeks”.
Like a few singers in the music, Van Morrison doesn’t shout, or cry, in “Astral Weeks”: he “howl”, left yours feelings leads his voice in the “Astral Weeks” songs.
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Término de faculdade, começam a se fazer planos breves para os meses que virão, escolher qual dos inúmeros caminhos que se apresentam nesta época será o inicialmente traçado.
De cara, na prateleira dos livros de jornalismo, achei um de capa amarela, do George Orwell. O título me chamou atenção: “Na pior em Londres e Paris - a vida de miséria e vagabundagem de um jovem escritor no fim dos anos
Eu, que sempre quis viajar sem rumo durante o maior tempo que conseguisse agüentar sem ter uma casa fixa, tinha como um dos caminhos pós-formatura justamente esse, de viajar e passar trabalho, porque não vai ter outra época tão propícia a isso quanto esta, dos vinte e poucos anos sem nada de muito fixo com que se prender em determinado local.
Bom, terminado de ler a primeira parte, que trata dos anos que Orwell viveu na miséria mesmo em Paris, dá para se dizer que ele realmente trouxe uma inspiração, mas não bem uma sensação de redenção de “estar na pior”.
Orwell conta tão em detalhes das situações de pobreza que passou – os dias sem comer nada e os dias comendo pão seco, as semanas sem tomar banho, os trabalhos escravos nos porcos hotéis e restaurantes franceses – que é difícil querer passar por situações exatamente iguais aos que ele passou.
Parecidas, quem sabe, mas não bem por ser algo “redentor”, que trará uma nova “perspectiva” de vida, de valorizar certas coisas banais como ter o que comer e onde morar, e sim por um grande interesse meu em querer viver papéis diferentes em lugares diferentes, independente de quanto eles podem ser extenuantes – ainda que dentro de um limite do “tolerável”, o que Orwell, por vezes, até passou da conta, trabalhando 17 horas por dia, por exemplo.
Tenho um desejo, que não é nada secreto, de fazer muitas e variadas coisas: ser marinheiro na Noruega, estivador no Chile, pescador no Havaí, garçom em Paris, colhedor de frutas no interior da França, dentre outras coisas tão semelhantes e diferentes. Viver situações inusitadas - os momentos “modestamente excepcionais” que fala o Cortázar – em lugares inusitados, com pessoas inusitadas; E, se para tais momentos, precise passar trabalho, não há problema: passa-se trabalho.
Não há um objetivo definido em querer viver desta maneira; talvez, seja exatamente a falta de um objetivo fixo e bem delimitado para toda uma vida que sirva de motivação para se querer ter esse tipo de vivência, múltipla e notadamente instável.
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